41 3222-6926

 

Clamídea: Problema de saúde pública...

clamidea

Estamos vivenciando um momento crítico quanto a contaminação por transmissão sexual da Clamídea Trachomatis. Alguns trabalhos sugerem que até 30% da população sexualmente ativa esteja contaminada por essa bactéria. Isso dá indices epidêmicos. Infelizmente houve uma diminuição do uso de preservativos nos últimos anos, o que proporcionou o aumento desses indices. E também porque a clamídea tem uma característica individual que é o quadro clínico relativamente discreto.

Isso gera pouco incômodo para o paciente afetado e consequentemente ele não procura ajuda logo. O quadro clínico geralmente é mais pronunciado em homens, as mulheres frequentemente não têm sintomas. Nos homens há uma ardência leve na uretra e eventualmente secreção em pequena quantidade. Dores nos testículos e na bexiga tipo pontadas eventuais podem ocorrer. O tempo de surgimento dos sintomas à partir do contato sexual, pode ser de alguns dias, até anos, o que confunde o paciente e até mesmo o médico. Para piorar essa situação, os exames referentes à clamídea são pouco confiáveis, chegando a fornecer resultados falsos. Outro problema frequente é o tratamento somente do indivíduo e não da parceira ou parceiro, porque este não tem sintomas. Erro total. Essa bactéria vai ser devolvida para o paciente que foi tratado e o ciclo da doença se reestabelece.